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Atenção: todos os textos deste blog são de autoria de Cintia Amorim, estando devidamente registrados. É proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização escrita da autora. As violações serão tratadas por vias judiciais.

CONCEITOS DE NEUROCIÊNCIA PARA EDUCAÇÃO INFANTIL

CONCEITOS DE NEUROCIÊNCIA PARA EDUCAÇÃO INFANTIL

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VOCÊ SABIA? CURIOSIDADES DA NEUROCIÊNCIA APLICADAS À EDUCAÇÃO INFANTIL

 

A construção de uma boa base cerebral

Segundo a neurociência, a base do sistema nervoso central de uma pessoa é construída até os três primeiros anos de idade. Isso influencia a inteligência e a capacidade de aprendizado do indivíduo adulto. Por isso estimule a inteligência de seu bebê com músicas, objetos, cores, cheiros, lugares diferentes.

Conte e cante histórias para ele. Faça seu cérebro experimentar diferentes e prazerosas sensações. Isso se refletirá em sua vida adulta. É de cedo que se constrói uma boa base neurológica.


Educação infantil e contexto social

Segundo Vygotsky, um importante pesquisador da área da educação, o meio social exerce grande influência sobre o comportamento das pessoas.

O ser humano vive em sociedade e seu desenvolvimento é influenciado pelo ambiente cultural em que está imerso. Por isso, um ambiente tranquilo e sereno ajuda o bebê a tornar-se mais calmo.

Evite luz muito fore, barulho, música alta e agitada e intenso movimento de pessoas no lugar de repouso do bebê. Essas pequenas criaturas percebem o clima entre o papai e a mamãe. Um casal equilibrado e harmonioso ajuda na formação de um bebê mais saudável e feliz.

É importante também criar um ambiente propício à leitura. Na verdade, eu aprendi a amar os livros de tanto ver meu pai ler (fica a dica).


A importância das frustrações

O sentimento de frustração ou decepção é tão importante quanto a realização e o afeto no desenvolvimento da personalidade do bebê.

Para um saudável equiblíbrio psíquico o bebê deverá experimentar tanto o sucesso quanto o fracasso, afinal, durante toda a sua vida irá convinver com essas duas realidades.

Quando um bebê tenta andar e cai no chão, quando não consegue apanhar um objeto que está em seu campo de visão, quando lida com a separação do peito da mãe (o desmame), está enfrentando desafios e, com carinho e paciência, irá superá-los.

Não há motivos para superproteger a criança, o melhor é ajudá-la a se desenvolver com autonomia e perseverança.

As histórias também proporcionam às crianças experimentar sentimentos diversos. Por isso, leia histórias com temáticas diferentes, que a ajudem a lidar com emoções “negativas”.

 

educação infantil

O que é zona proximal

Para Vygotsky existem as diferentes Zonas de Desenvolvimento Potencial, que são estágios do processo do desenvolvimento cognitivo da criança. Elas são três:

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nível de desenvolvimento real:  refere-se a uma habilidade já adquirida pela criança. É quando uma criança já consegue realizar algumas tarefas, dominando-as com naturalidade. É quando a criança, por exemplo, já consegue engatinhar.

-nível de desenvolvimento proximal: é um estágio latente, ou seja, com a ajuda de outra pessoa a criança poderá realizar tarefas que não conseguiria realizar sozinha. Por exemplo, quando um adulto segura sua mão para que ela ande.

nível de desenvolvimento potencial: que diz repeito ao potencial da criança a vir adquirir certos conhecimentos e habilidades conforme vá crescendo. No mesmo exemplo, é quando os pais esperam que a criança, uma hora ou outra, consiga caminhar e até correr sozinha.

Eles sabem que ela ainda não consegue, mas é só uma questão de tempo  e persistência.

Enfim, o importante é reconhecermos em qual estágio a criança se encontra em relação a determinadas habilidades. O que ela já é ou não capaz de fazer, e ajudá-la a alcançar sempre novos patamares, respeitando seus limites.

Estimula-se a criança em sua fase de desenvolvimento proximal, a estar sempre, com carinho, se dirigindo à zona potencial. Sempre alcançando uma nova habilidade ou aptidão.


A neuroplasticidade e a educação infantil

A atividade mental modifica o cérebro. Assim como o exercício físico modela nosso corpo, o exercício cognitivo modela nosso cérebro.

Através dos estímulos que recebe, o cérebro realiza sinapses, liberando neurotransmissores e desencadeando o desenvolvimento cognitivo.

E é exatamente por ser um sistema aberto e moldável que devemos estimular as crianças a usarem todo o potencial cerebral que possuem. Isso fará com que desenvolvam plenamente a inteligência e capacidade de aprendizado.

Porém, cuidado! Devemos respeitar os limites de cada idade e faixa de desenvolvimento (a zona proximal). Assim como acontece com o corpo, o excesso de atividades pode estressar o cérebro.


E o que tudo isso tem a ver com literatura?

Quando estimulamos a imaginação e a criatividade das crianças, estamos ajudando-as a desenvolverem a inteligência. Literalmente, estamos ajudando-as a mexer a massa cinzenta. Pois o ato de imaginar trabalha áreas específicas do cérebro.

E quando a criança está inserida em um contexto social de leitura e criatividade. Aprendendo a lidar com emoções diversas através das histórias, inclusive as contrariedades, estamos promovendo um desenvolvimento sócio-afetivo e intelectual mais rico.

Então, leia e conte histórias para as crianças. Imprima poesias, baixe os ebooks disponibilizados no blog e ajude uma criança a se ampliar seu potencial. Invista em educação infantil através da literatura.


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um grande abraço,

Cintia Amorim.


imagem: gdefon.com

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