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Atenção: todos os textos deste blog são de autoria de Cintia Amorim, estando devidamente registrados. É proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização escrita da autora. As violações serão tratadas por vias judiciais. Conheça também O LIMÃO QUE NÃO VIROU SUCO. Livro oficial aqui do blog.
CABELO ENROLADINHO –  poesia consciencia negra educação infantil

CABELO ENROLADINHO – poesia consciencia negra educação infantil

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Meu cabelo é enroladinho

E é assim que tem de ser

Gosto assim, desse jeitinho

<

De outro jeito, tem nada a ver

 

Meu cabelo cresce pra cima

Ele é sensacional

Desafia a gravidade

E me enche de vaidade

 

Já puseram apelidos

Palha seca, pixaim

Meu eu juro que não ligo

Gosto dele é assim

 

Quando faço um penteado

Boto flor, boto um laço

Faço trança, ele balança

Então curto essa dança

 

Meu cabelo é muito lindo

É também identidade

Quando olho “minha juba”

Sinto orgulho, de verdade

 

Não é louro, não é liso

Não é ruivo, nem ruim

Meu lindo cabelo crespo

É perfeito para mim

 

Cuido dele com carinho

O enfeito, coisa e tal

Adoro o meu crespinho

Meu cabelo natural

 

Tem gente que acha feio

Mas, sei lá, fazer o quê?

Tem mau gosto para tudo

O importante é gostar de você

 

Consciencia negra educação infantil

Todos sabemos como é difícil encontrar boas atividades sobre consciencia negra para educação infantil, por isso deixo aqui uma pequena contribuição para todos os educadores com esta opção de poema consciência negra.

Tenho uma vivência pessoal com a questão do cabelo crespo, ou cabelo afro, como alguns gostam de dizer.

Por muitos anos alisei os cabelos, sendo submetida a vários tratamentos e, diga-se de passagem, muitos sofrimentos. 😉

Entre queimaduras no couro cabeludo e dias inteiros dentro de salões de beleza, fui me cansando dessa vida de tentar não ser eu mesma.

Até que um dia parei para analisar e vi que era uma grande perda de tempo ficar brigando contra a natureza.

Resolvi assumir meus cabelos crespos, e hoje sinto-me bem mais livre e feliz. É claro que houve críticas, comentários maldosos… e estranhamento (até mesmo da minha parte, no começo). Mas posso afirmar que o ganho em qualidade de vida foi imenso.

Sou grata por essa geração que tem aprendido a respeitar mais a diversidade. Porque quando criança, nós, meninas negras, sofríamos grande preconceito por causa da textura do nosso “pixaim”.

Que cada dia possamos mais respeitar e celebrar as diferenças. E que possamos ampliar nosso conceito do que é bonito, aprendendo a valorizar a diversidade como uma forma de ampliação das riquezas de nossa sociedade.

No mais, que todas as meninas de cabelo crespo, que assim desejarem, possam celebrar a beleza de suas madeixas.

Se gostou deste poesia sobre a consciência negra para a educação infantil, ajude mais educadores a ter acesso a ela. É muito simples: compartilhe clicando nos ícones das redes sociais abaixo.

Gostaria muito de saber seu comentário sobre esse tema. Por favor, deixe sua opinião abaixo.

um grande abraço,

Cintia Amorim.

 

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imagem: freepik.com

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14 Comments

  1. Parabéns amei o poema, tb tenho cabelos cacheados e amooo de paixão.

    • Eu também… quer dizer… eu fico tentando fazer eles cachearem… são do tipo pixaim mesmo… mas gosto assim mesmo. Volte sempre…

      Ah! Essa foto aí é antiga… depois estressei com esse negócio todo… minhas meninas morrem de saudades dos cabelos esticados… mas eu não! Abraços.

    • Olá Cintia Amorim
      Me vi nesse poema, na época que eu estudava e colocavam apelidos em meu cabelo.
      Não culpo minha mãe por alisar meu cabelo, pois entendo q ele queria q eu dias “aceita” na escola🙁 mas quando eu tiver filhos ensinarei a eles a ter orgulho de sua cor é de seu cabelo😀
      Beijos😘😘

      • Acho que todas já passamos por isso. Felizmente algumas coisas estão mudando. Mas eu acho que o mais importante é aprendermos a nos assumir, ensinar isso às novas gerações. Não se intimidar com as críticas, mas ter uma postura respeitosa e afirmativa. A mudança sempre começa em nós, não devemos esperar que os outros mudem primeiro. Grande abraço.

  2. Achei lindo seu poema gostaria de saber se tenho sua licença pra recita-lo em meu canal?!

    • Sim, claro, peço apenas que mencione o endereço do blog, ok? E se quiser, mande o vídeo para divulgar por aqui. O blog tem muitas visitas, de repente é um canal a mais de divulgação do seu trabalho.

  3. Lindo!
    Me senti acarinhada.

    • Que legal Madalena, é sempre bom ouvir comentários tão doces assim… Gratidão e volte sempre.

  4. Lindo!! Vou fazer um jogral com minhas crianças, posso?

    • Sim, pode. Espero que você tenha êxito. Grande abraço e volte sempre.

  5. Nossas escolas admiráveis ainda não se deram conta da riqueza da beleza natural, algo tão mágico que quando trabalhado em um projeto pedagógico é natural, maravilhoso e enriquecedor para todos que participam, onde surgem grandes poetas, e admiradores de um cabelo tão lindo este que uso foi influencia do meio no dia de uma apresentação…depois deste dia pensei como o meio nos influência e até que ponto nos deixamos levar abandonando as nossas belezas naturais em função do belo que não nos pertence, amei seu poema e sempre trabalho com a Bonequinha preta e Cabelo de Lelê, que também são maravilhosos livros, parabéns.

    • Que legal Andrea, eu também assumi minha verdade, que é bem crespa, e estou amando. Rsss… É bastante libertador fugir dos estereótipos… hoje eu fico correndo atrás de chuva, algo impensável nos tempos de chapinha. Rssss… Grande abraço e volte sempre.

  6. Parabéns Cíntia não só pelo poema, mas por valorizar o que realmente é, e é assim que deve ser, se nós mesmos não nos valorizamos quem vai valorizar, a atitude tem que partir primeiramente de nós…
    Confesso a você que faço progressiva não porque quero cabelo liso, pois amo meu encaracolado, mas pra ficar mais fácil de cuidar, porque tenho muito cabelo volumoso e armado e, gasto rios de dinheiro com cremes pra baixar o volume e hidratar pois é muito seco, prefiro 2 h no salão a cada 3 meses do que ficar enchendo o cabelo de creme todos os dias, porque era assim que fazia quando não tinha progressiva, na verdade tenho saudades do meu encaracolado pois acho mais bonito que liso e estou pensando seriamente em deixar voltar o que era antes, só tenho desânimo no trabalho que vai dar!
    Amei seu poema e vou trabalhar ele com meus alunos!
    Bjs

    • Bacana Kelly, na verdade temos de os policiar para não impor padrões. Agora a moda é chapinha… agora já mudou, todo mundo tem de usar cacheado…rssss. O legal é sermos livres para escolher o que nos faz sentir melhor.
      E entendo sua peleja para cuidar do cacheado todo dia… realmente é trabalhoso. De vez em quando também me dá preguiça… o que faço é de vez em quando deixar com tranças, principalmente no inverno.
      Grande abraço, espero que seus alunos gostem.

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