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Atenção: todos os textos deste blog são de autoria de Cintia Amorim, estando devidamente registrados. É proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização escrita da autora. As violações serão tratadas por vias judiciais.

Educação financeira familiar super divertida – finanças para crianças

Educação financeira familiar super divertida – finanças para crianças

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Você se preocupa com  educação financeira familiar?

Já pensou como vai transmitir aos seus amados, a importância de desenvolver uma boa relação com o dinheiro?

Por um acaso já pesquisou sobre a importância da educação financeira infantil?

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Se respondeu sim a alguma das perguntas acima, fique feliz, pois neste artigo você aprenderá:

  • a importância das finanças para crianças e como transmitir isso de maneira leve e divertida;
  • ferramentas lúdicas sobre educação financeira infantil;
  • dicas de educação financeira dadas por grandes especialistas no assunto. 

Então, por favor, continue a leitura até o final, onde encontrará duas encantadoras surpresas.

educação financeira infantil atividades

 Educação Financeira Para Crianças

Uma das boas lembranças que eu tenho da adolescência é de um professor de Estatística. Ele era um senhor já bem de idade, às vésperas da aposentadoria compulsória imposta aos funcionários públicos.

As aulas dele não eram as melhores, também não morria de amores pela matéria que lecionava. Mas o que me deixa boas lembranças,  era o esforço que ele empenhava para nos passar alguns conceitos de educação financeira.

Talvez fôssemos jovens demais para entender o que ele queria nos dizer sobre investir dinheiro na bolsa de valores. E provavelmente ele escolheu um caminho pouquíssimo didático para nos convencer.

O efeito disso foi que nossa falta de maturidade, com a inabilidade do mestre, resultou apenas em um discurso vazio.

E, confesso que às vezes nós,  alunos,  ficávamos com raiva dele, achando que dava excessiva importância ao dinheiro.

Porém, hoje, analisando a situação, reconheço o esforço e a boa intenção daquele mestre. E lamento não tê-lo compreendido anos atrás.

Certamente, se o tivesse, minha vida financeira estaria noutro patamar. Lembro-me de algumas de suas frases-padrão:

Vocês têm de investir em ações para não ficar apodrecendo na fila do INSS. Quem é rico não precisa de esmola do governo.

– Deixar o dinheiro na poupança é uma idiotice. Se você quer ficar rico, tem de investir em ações.

Visite a seção de educação financeira: clique aqui

 A importância da educação financeira familiar para as crianças

Ninguém nega a importância da educação financeira.  E, felizmente, as pessoas têm se convencido de que, quanto mais cedo se trata desse assunto melhor.  E, de preferência, em casa, com as crianças.

Robert  Kyosaki, consagrado autor de Pai Rico, Pai Pobre, fala da importância de se construir um ambiente familiar amigável a assuntos sobre dinheiro. Segundo ele,

Uma das razões pelas quais os ricos ficam mais ricos, os pobres, mais pobres e

a classe média luta com as dívidas é que o assunto dinheiro não é ensinado

nem em casa nem na escola. Muitos de nós aprendemos sobre o dinheiro com

nossos pais. O que pode dizer um pai pobre a respeito do dinheiro para seu

filho? Ele diz simplesmente: “Fique na escola e estude muito.” O filho pode se

formar com ótimas notas; mas com uma programação financeira e uma

mentalidade de pessoa pobre. Isso foi aprendido pelo filho em sua tenra idade.

Falar sobre dinheiro, numa perspectiva de inteligência financeira, é uma das melhores maneiras de se prevenir contra as mazelas da falta de educação financeira.

Abordar o tema do dinheiro em casa, com os filhos, numa perspectiva positiva, sem preconceitos e chavões que só fazem criar bloqueios emocionais.

Por isso reconheço o esforço de meu velho professor. Em toda minha vida escolar e acadêmica, ele foi o único a tratar sobre o assunto.

Só lamento sua falta de didática. Ele, que nasceu rico, viu o pai perder tudo. Foi morar em uma favela de BH. E, com muito esforço, conseguiu estudar em Harvard.

Dava aulas, por opção, em uma escola pública.

educação financeira na escola

Quais os princípios da educação financeira, ou, o que é ser rico?

Segundo, T. Harv Eker, ser rico é alcançar liberdade financeira. É construir uma estrutura de ganhos, que aconteçam de forma passiva, de forma a desobrigá-lo da necessidade do trabalho.

Ser rico é construir liberdade. Por exemplo, é dar aulas em uma escola pública por pura opção, e não por obrigação de sustento.

Dizendo de uma forma bem simplificada, é você conseguir viver de renda. Da renda de um patrimônio que você constrói com planejamento e disciplina.

Ser rico é acumular patrimônio financeiro e conseguir viver da renda dele.

 

Equívocos sobre a riqueza

1.Patrimônio gigantesco

Segundo essa perspectiva de riqueza, um dos maiores enganos em relação ao assunto, é achar que, para ser rico, é preciso acumular uma enorme quantidade de dinheiro, ou um patrimônio vultuoso.

Nada mais enganoso. Você pode ser rico tendo um patrimônio relativamente modesto. Tudo vai depender do estilo de vida que você escolher adotar.

Se uma pessoa é altamente consumista, certamente precisará acumular um patrimônio maior, que dê conta de sustentá-la de forma passiva.

Por outro lado, se uma pessoa resolve adotar um estilo de vida mais simples, pode se tornar rica mais rapidamente.

Ou seja, um patrimônio relativamente modesto  já será o suficiente para ela viver da renda dele.

  1. Altos lucros e/ou altos salários

Outra ilusão a respeito da riqueza, é crer que, para ser rico basta estudar muito e alcançar um salário altíssimo (ou lucro, no caso de um empreendedor).

Isso não concretiza, se levarmos em conta que o objetivo da educação financeira é ajudar as pessoas a construir reservas financeiras sólidas, ou patrimônio financeiro.

Nesse sentido, de nada adianta uma pessoa ganhar rios de dinheiro, se gastá-lo todo. Se não conseguir acumular o suficiente para poder deixar de trabalhar um dia.

Um alto executivo que ganha muitíssimo bem, por exemplo, mas gasta todo seu salário em um consumismo insano, torna-se tão somente um “refém” do seu trabalho e do seu estilo de vida.

Se, por algum motivo, ele perder sua fonte de renda: o emprego, ele estará envolvido em uma calamitosa situação de aperto e necessidade financeira.

projeto educação financeira infantil

Os pilares da educação financeira

São três os pilares da educação financeira:

– Ganhar dinheiro

– Poupar dinheiro

– Investir dinheiro

 

Ganhar dinheiro

É preciso ter fontes de renda. Seja o salário, o lucro, uma renda extra, um negócio digital. É preciso, de alguma maneira, ganhar dinheiro honesto.

A quantidade de dinheiro vai depender do estilo de vida que a pessoa desejar adotar. Porém, a princípio, é preciso se construir fontes de renda.

Poupar dinheiro

É preciso viver com menos do que se ganha, invariavelmente. Este é um dos pilares do enriquecimento. Viva sempre abaixo de suas reais condições.

Novamente, se você deseja ter um altíssimo padrão de vida, encontre formas de conseguir altíssimas fontes de renda.

O verdadeiro milionário é aquele que, embora esbanje um estilo de vida invejável, consegue viver abaixo de suas posses, de suas reais possibilidades.

Se  uma pessoa não consegue ganhar muito dinheiro, ela ainda assim pode ser rica. Basta adotar um estilo de vida simplificado.

Investir dinheiro

Novamente mencionando KyosaKi, é preciso fazer o dinheiro trabalhar para nós. Ou seja, é preciso fazer o dinheiro render juros ou lucros que nos permitam viver sem depender do trabalho. Viver apenas de renda.

Se uma pessoa for uma habilidosa investidora, além de garantir que seu dinheiro renda juros, ainda fará com que ele aumente gradativamente.

Vejamos:  

a – Seu patrimônio não cresce nem diminui

Você pode ter um patrimônio que não cresce muito, mas que também não diminui. Você consome toda a renda dos juros.  

Digamos que você tem R$ 600.000, na poupança. E isso lhe rende R$ 3.000,00 por mês. E você moldou seu estilo de vida nisso, três mil reais. Então, seu patrimônio não cresce, mas também não diminui.

Teoricamente, você poderá contar com esse recurso por toda a vida.

b – Seu patrimônio aumenta

Ou você pode, além de viver de juros, fazer seu patrimônio crescer ainda mais, pois não dependerá de todo o juros.

Digamos que você tenha os mesmos R$ 600.000,00 na poupança, lhe rendendo os mesmos R$ 3.000,00.

Mas você escolhe adotar um padrão de vida que lhe consome apenas R$ 2.000,00 mensais.

Isso significa que, além dos 600 mil, você ainda contará com mais 1.000 reais a mais para reinvestir. É claro que seu patrimônio, ao longo do tempo só fará aumentar.

finanças para crianças

Como ensinar educação financeira para crianças

E agora, como dizer tudo isso a uma criança, da forma mais didática e simples possível? Como ajudá-la a entender esses conceitos básicos, sem ter de lhe dar sermões sobre aplicar dinheiro na bolsa de valores?

Gustavo Cerbasi, célebre consultor financeiro, e autor de livros de sucesso na área,  nos dá algumas pistas de como deve ser a educação financeira infantil. Segundo o especialista, ela deve:

  • Repetitiva:

A dica é ensinar todos os dias, pois “aprendemos por repetição”. O autor recomenda: “Esforce-se para fazer do aprendizado financeiro algo cotidiano”.

  • Exemplar:

Seja um bom modelo em quem seus filhos ou as crianças próximas, poderão se inspirar e aprender.  Segundo Cerbasi,  “se você oferece ensinamentos e não os pratica, certamente enfraquecerá as lições oferecidas”.

  • Justa:

Não faça promessas a seus filhos que não pretende cumprir. Assuma seus compromissos, seja diante de seus filhos, seja diante do governo, ou de um banco no qual pegou um empréstimo. 

“Pais e mães são os heróis dos seus filhos, até começar a decepcioná-los”.

  • Humilde:

Tenha a humildade de aprender com seus filhos. Hoje as crianças estão expostas a uma quantidade incrível de informação na internet. Subestimar isso pode ser um erro.

Ao contrário, podemos aliar o conhecimento que já possuem, aos valores que desejamos lhes passar.

“Esteja, portanto, preparado não

somente para falar, mas para ouvir”.

  • Amorosa:

Não ensine seus filhos brigando, obrigando-os a fazer longas tarefas, empurrando-lhes contas, tabelas e discursos goela abaixo. Ensine com carinho, amor e paciência.

“Você está buscando caminhos melhores para seus filhos. Eles gostariam de não apenas saber disso, mas também de sentir isso”.

 

  • Divertida:

Essa é parte que mais gosto, e o tema central desse artigo.

Precisamos criar formas de falar de dinheiro com as crianças de maneira lúdica, divertida, sem teorias maçantes.

As crianças aprendem muito enquanto brincam.  E será sábio da nossa parte se procurarmos diferentes situações e ferramentas para lhes proporcionar essa aprendizagem.

“A grande dificuldade em ensinar crianças a lidar com o dinheiro está na seriedade com que o tema é normalmente abordado. Crianças gosta de imitar adultos, mas no fundo o que elas mais querem é ser mesmo crianças”.

Resumindo essa parte do artigo, podemos afirmar que a educação financeira infantil deve ser constante, séria e, ao mesmo tempo, divertida.

No próximo tópico vou apresentar uma ferramenta que pode unir-se a outras nesse processo de aprendizagem.

educação financeira infantil

Poesia, literatura e educação financeira infantil

Bem… finalmente você chegou aonde eu mais queria. Não sou especialista em educação financeira. O que gosto mesmo é de escrever para crianças.

A literatura infantil é uma excelente maneira de falar coisas sérias, inclusive educação financeira familiar, mas de uma forma mais leve e até divertida.  Sem moralismos ou densas teorias.

Analisando tudo que já foi dito (ou escrito), e aliando a um gosto especial, eu cheguei à conclusão de que a poesia seria um recurso interessante para pais e professores introduzirem o assunto da educação financeira para os pequeninos.

A poesia tem algumas ótimas características:

– pode ser um texto bem curto, de fácil memorização, e, bem trabalhado, pode dar base para ricas discussões;

– suas rimas e ritmos podem torná-la uma ferramenta divertida de aprendizagem, e sua repetição não se tornaria tão monótona.

Pensando nisso, elaborei algumas dezenas de poesias sobre o tema, sendo que mostrarei duas aqui:

CANTANDO DINHEIRO

Dinheirinho, dinheirinho

Vou poupar, vou poupar

Pra meu brinquedinho

Pra meu brinquedinho

Eu comprar, eu comprar

Moedinha, moedinha

Vou guardar, vou guardar

Para o meu passeio

Para o meu passeio

Eu pagar, eu pagar

Minha mesada, semanada

Vou gastar, vou gastar

Com inteligência

Com inteligência

Pra lucrar, pra lucrar

Um cofrinho, um cofrinho

Vou comprar, vou comprar

Pra minha riqueza

Pra minha riqueza

Começar, começar

***************

DINHEIRO QUE CRESCE

Meu dinheiro vou guardar

Da mesada que eu ganhar

Um pouquinho vou tirar

No cofrinho colocar

Um moedinha aqui

Uma moedinha ali

Se eu sempre investir

Um tesouro irá surgir

Hoje sou pequenininho

Mas um dia irei crescer

E se for inteligente

Meu dinheiro irá render

Quero aprender agora

Esse assunto importante

Pra poder ficar tranquilo

Quando já for gente grande

Um pouquinho cada dia

No futuro irá fazer

Uma grande diferença

Meu dinheiro irá crescer

 educação financeira infantil nas escolas

Conclusão: educação financeira familiar para os pequenos

O interessante é aliar esse recurso a outros como jogos, histórias, desenhos e, principalmente, exemplo.

A  ideia central é criar o máximo de material possível. Para que assim nossas crianças aprendam a lidar com dinheiro desde cedo, evitando os males de uma vida financeira desequilibrada.

Ainda me lembro de assistir a um programa de TV, em que escolas na Cingapura ensinavam crianças a cantar músicas que falavam a respeito da boa aplicação do dinheiro.

Torçamos para que essa realidade não tarde a chegar no Brasil.

Espero sinceramente que este artigo tenha lhe sido útil. Que você possa introduzir esse assunto em sua casa, com as crianças que conhece, de preferência, de uma forma leve e divertida.

E se quiser conhecer mais textos sobre educação financeira infantil, visite a SEÇÃO EDUCAÇÃO FINANCEIRA deste blog.

Meu objetivo é instrumentatlizar pais e educadores com o excelente recurso da literatura infantil.

Tenho certeza de que o conteúdo disponibilizado aqui, ampliará o leque de ferramentas para a educação financeira familiar.

Se gostou, por favor, compartilhe este artigo e permita que mais pessoas tenham acesso a ele. É muito fácil espalhar o bem. Basta clicar nos ícones das redes sociais abaixo.

Deixe também seu comentário. Você sentiu falta de ter tido mais oportunidade de aprender sobre dinheiro na sua infância?

um grande abraço,

Cintia Amorim

imagens: unsplash.com by fabian blank, freepik.com

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