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Atenção: todos os textos deste blog são de autoria de Cintia Amorim, estando devidamente registrados. É proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização escrita da autora. As violações serão tratadas por vias judiciais.

A IMPORTÂNCIA DA LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A IMPORTÂNCIA DA LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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Dezenas de cientistas e educadores já atestaram a  importância da ludicidade na educação infantil. Isso interfere direta e positivamente no desenvolvimento da criança.

A brincadeira promove a socialização do infante. Ajuda-o compreender e respeitar regras, desenvolve a criatividade e a expressão de sentimentos e subjetividades.

Através do brincar as crianças entram em contato com os símbolos. Aprendem a elaborar fantasias, exploram o mundo do faz-de-conta, se desenvolvem.

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Segundo Macedo, Petty e Passos (2005), o desenvolvimento é algo que ocorre de dentro para fora. O indivíduo, ao se desenvolver, expande seu mundo interior,  e alarga fronteiras exteriores.

À medida que nos desenvolvemos, num processo de internalização também crescemos como indivíduos. Tal crescimento é manifestado nos comportamentos, nas atitudes frente às várias situações que se nos apresentam cotidianamente.

Em outras palavras: Desenvolver-se é crescer para dentro, o que acaba se manifestando exteriormente.

A finalidade do desenvolvimento é a autonomia, a capacidade de o indivíduo tornar-se único, autêntico.

A maneira mais prazerosa e, talvez a mais eficiente, de promover o desenvolvimento – e notadamente o infantil – é através das brincadeiras, da ludicidade.


O brincar, a ludicidade, no contexto hospitalar

Macedo, Petty e Passos (2005) afirmam que o brincar é indispensável para o desenvolvimento. Afirmam também que é a atividade mais importante a qual a criança se dedica. “Todas as crianças brincam se não estão cansadas, doentes ou impedidas”. 

Eis uma séria questão: crianças doentes muitas vezes ficam impossibilitadas de brincar, principalmente de exercer atividades que demandam esforço físico e grande dispêndio de energia. Dependendo do grau ou tipo de enfermidade a criança pode precisar de internação hospitalar. E o que fazer nessa situação?

Será que a criança, quando hospitalizada, perde o direito de desfrutar de algo tão inerente à sua natureza? Será a ela negado o direito de brincar e de se desenvolver por estar em um ambiente hospitalar?

Talvez em tempos passados isso fosse uma realidade, porém, felizmente essa situação está mudando.

Atualmente profissionais de saúde e educadores já atestam o valor da brincadeira no ambiente hospitalar. O lúdico entra pelas portas do hospital trazendo consigo inúmeros benefícios.

Soares e Zamberlan (2001), consideram a inserção da brincadeira no contexto hospitalar excelente ferramenta. Ela facilita a adaptação do paciente ao ambiente e aos procedimentos hospitalares, além de ser uma ponte que facilita o relacionamento entre a equipe médica e o enfermo.

O ambiente do hospital pode ser muito frio e tenso, causador de estranhamento e estresse para a criança já debilitada pela enfermidade.

Sentimentos de medo, ansiedade, dúvidas e tensão começam a fazer parte da rotina do pequeno paciente. Tudo isso dificulta seu tratamento e sua recuperação, pois é sabido que fatores emocionais exercem grande influência sobre a saúde do corpo.

Diante de tal fato o lúdico entra no hospital não apenas como um momento de distração, mas como uma ferramenta terapêutica e educacional.

“Brincadeiras devem proporcionar diversão e produzir relaxamento, ajudar a criança a sentir-se mais segura e a diminuir o estresse por estar longe de casa; fornecer um meio para expressão de sentimentos, para a estimulação, aprimoramento do desenvolvimento e das relações”.


Qualquer brincadeira serve?

Ante a essas questões, surgem perguntas como: que tipos de brincadeiras desenvolver com os pacientes?

São muitas as possibilidades, e cada uma terá objetivos específicos. (Sim, brincadeira, em educação, tem objetivo e função). Neste artigo não abordaremos esse assunto. Não é objetivo refletir sobre os diversos tipos de brinquedos, jogos e seus benefícios. Existem hoje cursos específicos sobre o tema.


Literatura infantil e  ludicidade na educação

A proposta deste blog é munir os educadores e agentes hospitalares de ferramentas para desenvolver um trabalho específico com a literatura e o faz-de-conta.

Segundo Oliveira:

“o simbolismo expresso na brincadeira de faz-de-conta contém uma carga emocional tão profunda e representativa de conteúdos e mecanismos inconscientes que se aproxima das representações oníricas, prevenindo e combatendo o estresse da hospitalização, assim como resgatando mecanismos de saudáveis de auto-recuperação, em seus aspectos complementares físicos e psicológicos.”

Estaremos apresentando textos escritos especialmente para as crianças hospitalizadas. Histórias que aludem a situações de doenças, morte, esperança, recuperação. Textos infantis que procuram brincar e ajudar a criança a lidar melhor com os instrumentos e procedimentos médicos.

Alguns são mais objetivos, tocam no assunto de forma direta e divertida. Outros, porém, são metafóricos, o que abre espaço a várias discussões.

Nesse sentido, uma última citação torna-se oportuna:

“Para Vygotsky, a ação, em uma situação imaginária, ensina a criança a dirigir seu comportamento não pela percepção imediata dos objetos ou pela situação que a afeta de imediato, mas também pelo significado dessa situação, o que significa dizer que brincar exige e ensina a interpretar”.

Enfim, é com imenso prazer que apresento este trabalho, ciente de sua importância não só em um contexto social, mas também numa perspectiva individual.

Minha esperança é que ele ajude educadores, profissionais de saúde e, principalmente, os pequenos pacientes a terem uma vida melhor, dentro e fora do hospital.

Visite as histórias e poesias do blog, e perceberá que há muitos assuntos transversais a serem tratados aqui.


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um grande abraço,

Cintia Amorim.


Bibliografia:

MACEDO, Lino de; PETTY, Ana Lúcia Sícoli; PASSOS, Norimar Christe. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2005.

Soares, M. R. Z. & Zamberlan, M. A. T. (2001). A inclusão do brincar na hospitalização infantil. Estudos de Psicologia, 18(2).

imagem: gdefon.com

 




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2 Comments

    • De nada… volte sempre…

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