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Atenção: todos os textos deste blog são de autoria de Cintia Amorim, estando devidamente registrados. É proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização escrita da autora. As violações serão tratadas por vias judiciais.

JOÃOZINHO NO HOSPITAL

JOÃOZINHO NO HOSPITAL

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Homenagem à professora de Psicopedagogia Hospitalar, Jane Haddad

 

Vou contar uma história

Que é triste e é legal

<

É a história de um menino

Que vivia no hospital

 

Certa vez estava em casa

Como sempre, a brincar,

Até que uma aguda dor

Começou a incomodar

 

Joãozinho, sempre alegre,

Sempre esperto e criativo

Agora estava triste,

Doente e enfraquecido

 

Sua mãe, dona Joana,

Ao ver o filho esmorecer

Levou-o ao doutor

Saber o que viria a ser

 

O motivo da tristeza

Do menino outrora  feliz

– Joãozinho, vamos ao médico

Saber o que ele nos diz

 

E lá foram João e Joana

Conversar com o doutor

O médico ficou preocupado

E logo comentou:

 

Dona Joana, não estou gostando

Da aparência de seu filho

Esses sintomas são similares

Aos de um mal muito conhecido

 

– Vou pedir alguns exames

Só para me certificar

Vamos torcer para que eu esteja errado

A senhora sabe orar?

 

E assim começou

A saga de João

Médicos, consultas, hospitais

Exames e muita injeção

 

E o que era apenas receio

Logo se confirmou

Joãozinho estava enfermo

Como temia o doutor

 

Uma doença grave

De prolongado tratamento

Joãozinho começava a entender

O que era sofrimento

 

Era tanto remédio

Que ele tinha de tomar

Mas não estavam ajudando

A doença estava piorando

 

Foi então que o médico

Chamou Joana para conversar:

– Dona Joana, infelizmente,

Seu filho terá de se internar

 

Mas a pior notícia

Ainda estava por vir:

– Nossa cidade é muito pobre

Joãozinho terá de partir

 

– Ele precisa se internar

Em um grande hospital

Que fica bem longe daqui

Fica lá na capital

 

Joãozinho fez as malas

E precisou ir embora

Deixou para trás os amigos

A família e a escola

 

O menino, outrora alegre,

Agora doente e enfraquecido

Entrou na ambulância

Rumo ao desconhecido

 

Dona Joana, a mãe,

Também estava preocupada

Nunca fora à capital

Não conhecia quase nada

 

Deixou para trás o marido

E os outros filhos, a chorar:

Joãozinho está doente

Ele precisa se tratar

 

Chegando à capital

A primeira boa notícia

Conseguiram uma vaga

Numa casa de acolhida

 

Um lugar muito bacana

De histórias semelhantes

À de João e de Joana

Gente que vinha de lugares distantes

 

Vinham enfrentar doenças

Vinham cheias de esperança

Corações com muita força

Embora em peitos de crianças

 

Crianças que, mesmo doentes,

Encontravam alegria

Um motivo para sorrir

E viver a fantasia

 

Sim, a fantasia dos palhaços,

Da alegria e brincadeiras,

Do gosto em aprender

Ao lado da enfermeira

 

Enfermeira bem estranha

De nariz redondo e vermelho

De roupas coloridas

E fitas no cabelo

 

Vinha com sua maleta

Cheia de agulhas de injeção

E dizia para Joãozinho

Que não eram bicho-papão

 

Joãozinho sentia falta

De sua escola acolhedora

Mas não deixava de aprender

Com a psicopedagoga

 

Uma mulher adorável

Que o fazia entender

A importância dos estudos

E o gosto de aprender

 

E a alegria do menino

Não acabava no hospital

Lá tinha brinquedoteca

Um espaço tri-legal

 

E, apesar da dor,

Apesar do sofrimento

Joãozinho tinha alegria

Em continuar seu tratamento

 

Pois ele podia rir

Ele podia jogar

E conseguia aprender

Mesmo em um leito hospitalar

 

Dona Joana, emocionada,

Não cansava de dizer:

– Deus abençoe a essa gente

Que faz meu filho se esquecer

 

Esquecer-se da dor

Esquecer a monotonia

De uma cama de hospital

De uma sala branca e fria

 

E Joãozinho até gostava

De ir para o hospital:

– Lá é muito divertido,

Tem histórias, coisa e tal

 

E assim termina a história

Que é triste, mas é legal

Triste pela doença

Legal pelo hospital

 

Que levou a sério

Uma grande lição

Hospital é lugar de esperança

E de humanização

 

Este pequeno texto é uma reflexão sobre a importância da humanização do ambiente hospitalar, e por uma crescente influcência da psicopedagogia hospitalar, junto às crianças que precisam de internação.


um grande abraço,

Cintia Amorim

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