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Atenção: todos os textos deste blog são de autoria de Cintia Amorim, estando devidamente registrados. É proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização escrita da autora. As violações serão tratadas por vias judiciais.

PINÓQUIO E OS PORQUINHOS

PINÓQUIO E OS PORQUINHOS

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O bonequinho Pinóquio

Saiu cedo pra passear

O dia estava bem quente

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E ele queria nadar

 

A caminho da lagoa

Encontrou uns amiguinhos

Pareciam muito tristes

Eles eram os três porquinhos

 

Pinóquio os cumprimentou

Mas não queria parar

Estava morrendo de calor

E ele queria nadar

 

Mas quando os porquinhos o viram

Correram ao seu encontro

Pinóquio, então, meio sem graça,

Parou pra conversar um pouco

 

Os porquinhos estavam tristes

Haviam perdido o barracão

O lobo chato e malvado

Tinha-o jogado no chão

 

Pinóquio ficou curioso

Como o lobo conseguira

Derrubar um barraco tão bom

Ele usara de magia?

 

Os porquinhos então explicaram

Que o lobo ficou soprando

E ele tinha tanto fôlego

Que o barraco foi só tombando

 

E como o lobo malvado

Não tinha mais o que fazer

Ficou soprando a tarde inteira

Até ver o barraco ceder

 

E agora os três porquinhos

Não tinham mais para onde ir

Eles estavam desabrigados

E onde é que iam dormir?

 

O Pinóquio então sugeriu

Que eles fossem à Prefeitura

Que tinha um abrigo muito bom

Não precisavam ficar na rua

 

Os porquinhos desconversaram

Disseram que lá era muito cheio

E não podiam ficar à vontade

Além do mais, o prédio era feio

 

Pinóquio não gostou da conversa

Começou a desconfiar

Que os três irmãos porquinhos

Queriam com ele ficar

 

E Pinóquio então se lembrou

De uma vez que os convidou

Para com ele passar um feriado

Foi um período trágico

 

Porque os três irmãos porquinhos

Eram folgados até não ter mais jeito

Além do mais, eram realmente porcos,

O quarto deles parecia um chiqueiro

 

Por onde passavam deixavam bagunça

Sapato para todo lado, copo espalhado pela casa

Brinquedo em tudo que é canto

Muita vasilha e roupa suja

 

E pra piorar os porquinhos gostavam

De aprontar a maior barulheira

Ligavam a TV na maior altura

E roncavam a noite inteira

 

E Pinóquio ficou olhando

Os porquinhos lamentando

Toda aquela desventura

Como iriam dormir na rua?

 

O boneco mais que depressa

Começou a elaborar

Umas desculpas bem boas

Para dos porquinhos se livrar

 

Disse que a casa estava em reforma

Estava a maior confusão

Que o pedreiro tinha acabado

De quebrar a cerâmica do chão

 

Disse também que estava muito cheia

De material da marcenaria

Que o seu pai estava ocupado

E não poderia fazer-lhes companhia

 

E como era ele quem o ajudava

Sempre que o serviço apertava

Não poderia dar-lhes atenção

E à tarde ainda tinha natação

 

Disse que estava até sem graça

De não podê-los ajudar

Mas ia pensar numa solução

-Do jeito que está, não pode ficar!

 

Os porquinhos então começaram

A encará-lo com antipatia

Pois quanto mais Pinóquio inventava

Mais seu nariz crescia

 

E o coitado do boneco

Não sabia o que fazer

Até gostava dos porquinhos

Não os queria  ofender

 

Mas ao mesmo tempo pensava

Que não os podia hospedar

E agora que estavam sem casa

Quanto tempo iriam ficar?

 

E Pinóquio então ficou

Numa situação bem complicada

Não queria recebê-los em casa

Mas também não podia inventar mais nada

 

E como os porquinhos eram mesmo uns folgados

Começaram a insistir:

E se a gente for para sua casa?

É só por uns dias, pra gente dormir!

 

E Pinóquio enfim conseguiu

Pensar numa solução

Para dispensar os três porquinhos

Sem, contudo, arrumar confusão

 

Sua mente clareou

Dissipou-se o nevoeiro

Ele ia pedir ajuda

Para o seu pai, o marceneiro

 

Ia pedir para seu pai fazer

Uma casa bem bonitinha

Para os porquinhos ficarem sossegados

Uma casa a prova de ventania

 

Pinóquio pediu para os amigos

Esperarem um minutinho

Ele tivera uma idéia

A solução estava a caminho

 

Conversando com seu pai

Expondo-lhe toda a situação

O marceneiro não pensou duas vezes:

-Vou fazer-lhes é uma mansão

 

E assim aconteceu

Todo mundo satisfeito

O Pinóquio e os porquinhos

Continuaram amiguinhos

 

E Pinóquio agradeceu seu pai

Por ter-lhe querido ajudar

Até que enfim estou livre

Agora vou pra lagoa nadar

 

O pai de Pinóquio então falou

Que ele não podia nem pensar

Em entrar naquela lagoa

Por que, sendo de madeira,

Ele iria empenar. 😉

 

Esta é uma história infantil para ler com as crianças em um dia bem animado. Se gostou, por favor, compartilhe.

um grande abraço,

Cintia Amorim.

 

 

 

 

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